CAMPANHA PELO FIM DAS CARROÇAS
EM PORTO ALEGRE


Segundo pesquisas, Porto Alegre é uma das capitais com melhor qualidade de vida no Brasil. Mas, pelas suas lindas ruas, ainda encontramos dezenas de carroças puxadas por cavalos maltratados, cansados, com sede e velhos.

No verão, a situação piora ainda mais. Com quase 40 graus de temperatura
nas ruas, é um crime fazer estes animais andarem quilômetros sem água, puxando uma carga muito maior do que seria adequada, e ainda apanhando dos carroceiros porque andam devagar (e que nem ao menos descem da carroça para ajudar).

Vamos decidir esta questão que se coloca em contraste chocante com nossa linda cidade.

Chega de carroças circulando pela cidade, espalhando lixo, perturbando a coleta, o trânsito, agredindo nossa visão, nossa consciência e desrespeitando as leis ambientais.

Vamos juntar nossos esforços por um mundo melhor. Denuncie carroças sobrecarregadas, cavalos maltratados e qualquer agressão aos animais. Chame a BM ou a EPTC e exija providências imediatas.

O Vereador Sebastião Melo é autor do Projeto sobre a retirada gradativa das Carroças de Porto Alegre. O nº do processo é 00976 ano 2005. Já faz algum tempo que este Projeto tramita na Câmara.
Informações referentes ao PL das carroças encontram-se disponíveis no site www.camarapoa.rs.gov.br, no link processos on line.

 

Sociedade, carroceiros e animais

Não dá mais para fingirmos que as inúmeras carroças existentes na cidade nada significam. Carroceiros excedem-se em abusos e infrações. Muitos são mestres em atrocidades para com os animais, impondo-lhes um calvário de dores e privações de direitos.

Considerando-se as exceções, os bichos trabalham o dia todo sob pressão e chibatadas, sem comer, beber ou descansar, e, não raras vezes, são alugados pelo dono irresponsável para trabalharem também no período noturno. Os apetrechos - que os prendem covardemente à carroça - causam-lhes ferimentos e desconforto, além de ficarem expostos às intempéries, como sol forte ou chuva e frio. Alijados de suas condições naturais de vida, à noite, solitários, são presos em cubículos ou amarrados em arbustos, quando não saem a vagar procurando por comida. Cavalos doentes, éguas prenhes e burricos vêm da periferia, de lugares longínquos, e percorrem dezenas de quilômetros todos os dias. São agredidos, tratados com despreparo e negligência. Resultando: animais apáticos, tristes, castrados, desnutridos e subjugados. Deles tudo é tirado, desde a cria até a liberdade.

E os carroceiros? Estão no limite da pobreza, moram em buracos, vivem à margem da sociedade, em condições insalubres e aviltantes, têm um histórico de despreparo educacional, de doenças, de violência. Agredidos por um desumano sistema econômico, esses excluídos brutalizam também a família, além dos animais. Só demagogos, oportunistas ou omissos podem defender uma profissão que não eleva a pessoa à condição de cidadão. Carroças na rua evidenciam o nosso fracasso social. Conhecemos indivíduos, e seus inúmeros filhos, que são carroceiros há décadas e continuam vivendo na mesma situação de subemprego e miséria. Como podem, então, se mal têm para si, cuidar de um animal de grande porte? Como é que fica a situação desse ser que é tutelado pelo Estado e tem direitos garantidos por lei? Então o bicho, que nenhum mal cometeu, tem que trabalhar para nós como escravo e arcar com o ônus da nossa desequilibrada e injusta organização social. Os animais, ao contrário do que se apregoa, não nasceram para nos servir, cada espécie tem sua própria e inerente razão de ser, e já está mais do que na hora da superação desse cômodo e imoral especismo, termo usado por Peter Singer e outros filósofos e juristas contemporâneos para se referirem ao preconceito contra os seres não-humanos.

Além disso, ao recolherem indevidamente o material reciclável da cidade, os carroceiros restringem o serviço de trabalhadores formais e afrontam a esfera pública despejando lixo em praças e terrenos. Ainda infringem o Estatuto da Criança e do Adolescente e as leis de trânsito ao colocarem menores trabalhando, conduzindo carroças pela cidade. A propósito, os projetos de lei apresentados por entidades de proteção animal e pelos que pretendiam regulamentar essa profissão nunca foram viabilizados pelos políticos. A omissão dos poderes e órgãos responsáveis só serve para dar respaldo a ilegalidade e maus tratos. Ser indiferente e cruel para com os animais acostuma o nosso olhar e resvala na indiferença e crueldade para com os homens. A exploração não atinge apenas o cavalo usado para tração, mas também o carroceiro (cujo papel está sendo assumido, cada vez mais, por mulheres e crianças), pois dele passam longe os mais elementares direitos trabalhistas. Mais lógico seria cadastrar e organizar esses catadores informais em associações ou cooperativas, em usinas de processamento de lixo, com veículos motorizados, remuneração, direitos assegurados e formação educacional profissionalizante. Enfim, eliminar, limitar ou regulamentar atividades que atentem contra a dignidade dos homens e das outras espécies é uma conduta generosa e dever de sociedades ditas civilizadas.

As autoras, Sônia Marques Joaquim e Vânia Rall Daró, são, respectivamente, professora aposentada da Unesp-Baurú e advogada e tradutora pública (15/12/2005 - Opinião).


Nem Deus?! (I)

J.J. Oliveira Gonçalves

Moderna Porto Alegre? Medieval!
Onde a Poesia, sim, puxa carroça!
Náusea, repugnância visceral
Eu sinto! E isso a Alma me destroça!

Aonde anda o prefeito que é poeta
E que com o meu voto se elegeu?
Que triste esse descaso que me inquieta
Quanto cavalo apanhou e já morreu?

Cavalo: és o Ícone da Poesia
Simbolizando a Áurea Liberdade!
Mas nada disso tu és nesta cidade!

E assim arrastas pelo dia e à noite
A Dor cruel – sob jugo e sob açoite
Tua Existência anônima e sombria!

Porto Alegre, 28 de agosto/2008. 13h53min
jjotapoeta@yahoo.com.br – www.jjotapoeta.art.br

 

Nem Deus?! (II)
J.J. Oliveira Gonçalves

Por isso, irmão cavalo, o meu voto
A nenhum candidato eu o darei!
Ninguém me engana mais nem mais suporto
Mentiras deslavadas: já cansei!!

Perdeu a Identidade, infelizmente
O gaúcho – que agora te esqueceu!
Companheiro fiel e combatente
O Sentimento aquele já morreu!

Uns poucos como eu têm a Consciência
Que serás sempre a Alma da Querência
Ainda que esquálido e ferido!

Do âmago de mim – estarrecido
O verso se me brota dolorido:
Do teu Sofrer nem Deus terá clemência?!

Porto Alegre, 28 de agosto/2008. 14h11min
jjotapoeta@yahoo.com.br – www.jjotapoeta.art.br


Algumas fotos sobre maus tratos em cavalos
na cidade de Porto Alegre - RS


Cavalo esquálido e ferido revolta populares no Centro de Porto Alegre - 27/08/08
(Cena lamentável já faz parte do cotidiano de Porto Alegre)
R. Otávio Rocha esq. Senhor dos Passos
Porto Alegre - RS

"Nesta quarta-feira, dia 27 de agosto no final da tarde, mais um caso envolvendo maus-tratos a um cavalo que puxava carroça causou revolta e indignação. Quem passava pela Otávio Rocha, esquina com Senhor dos Passos, presenciou o resultado de um descontrole social somado à inércia da maioria silenciosa. Um cavalo outrora branco, levando uma carroça com diversos ocupantes, inclusive menores de idade, caiu no asfalto, exausto e com feridas abertas nas patas e no lombo. Escravo e esquálido.

Populares socorreram o animal e chamaram a EPTC e a Brigada Militar, que deslocaram guarnição até o local para prestar atendimento. A ação mobilizou centenas de curiosos, impressionados com o estado do cavalo. Já desatrelado da carroça, recebeu uma salva de palmas dos transeuntes, quando foi colocado no reboque da EPTC, próprio para transporte de eqüinos.

Na segunda-feira, 25, o movimento Porto Alegre Melhor entrou com um pedido para que o Ministério Público instaure Ação Civil Pública para sustar o leilão da EPTC - marcado para este sábado, dia 30. Além disso, pretende-se evitar que os cavalos que tenham sido apreendidos por maus-tratos acabem sendo arrematados e colocados de volta no impiedoso mercado de aluguel de animais de tração. Curiosamente, na terça-feira, 26, comemorou-se a oficialização do cavalo como um dos símbolos do Rio Grande do Sul, ocorrida em 26 de agosto de 2002. Não houve nem bolo nem vela."


Cavalo agonizando para morrer há 3 dias - 18/06/08
R. Guimarães Rosa 250 Bairro São Vicente -
Gravataí - RS

"Recebi a informação de que há um cavalo agonizando, segundo transeuntes, há praticamente uns 3 dias, quando o largaram num terreno para morrer.
O cavalo está deitado e sem forças alguma, muito magro, não sei mais informações, o que fazer?

É em Gravataí. Ligaram para a prefeitura e fizeram pouco caso, mas ainda: da prefeitura mandaram ligar para o jornal Correio de Gravataí (!!!) como se um jornal diário tivesse local, veterinário, veículos e obrigação de fazer este trabalho.

Alguém mora por lá, ou conhece um vet solidário para olhá-lo, ver a situação, ajudá-lo de alguma forma???

Endereço: R. Guimarães Rosa 250 Bairro São Vicente - Gravataí.

Não sei onde fica, moro em poa e já trabalhei em gvt, mas não conheço a cidade, nem tenho carro para verificar...

É isso que acontece quando não tem mais serventia, depois de meses e anos de trabalho duro, sem receber água suficiente, nem comida suficiente, que fazem: largam como lixo velho a apodrecer!! Que gente é essa que vive neste mundo sem merecer?"
Thiane Nunes



Égua abandonada para morrer - em 15/06/08
Rua do Sambódromo no Porto Seco - Porto Alegre - RS
(bem próximo de uma favela de papeleiros)

"Hoje, domingo (15/06/08), 12:30 min, vimos uma égua branquinha caída em um canteiro da rua do Sambódromo no Porto Seco (bem próximo de uma favela de papeleiros). Achamos que estivesse morta, mas vimos mexer uma das patinhas. Ao chegar mais perto, nos assustamos, ela estava viva e muito fraca, não conseguia levantar. Um carroceiro disse que, um outro carroceiro deixou ela ali, após várias quedas e que iria buscá-la mais tarde. Só que não voltou.
Ligamos para a Patrulha Ambiental, que sob o comando do Sargento Escarante, solicitou avaliação da EPTC, que decidiu então resgatá-la para o abrigo. Antes disso, demos milho para ela e qual não foi nossa surpresa: Ela começou a comer desesperadamente. Com alimento na barriga e com nossa ajuda, conseguimos colocá-la em pé! Dava vontade de chorar de ver tanto sofrimento. Podemos constatar que o animal tinha várias cicatrizes e lesões pelo corpo e próximo de um dos olhos devido a maus tratos e estava muito debilitado. Graças à Deus a Patrulha Ambiental sensibilizou-se e nos ajudou, pois se não fossem eles acho que estaríamos até agora lá e com esse frio todo. PARABÉNS PATRULHA AMBIENTAL PELO MAGNÍFICO TRABALHO, mesmo tendo que cumprir uma série de metas burocráticas."
Marli Curtinaz




Égua ferida no dorso em 24/05/08
Socorrida pela protetora Ana E.Brosina
Porto Alegre - RS

"Gente estas fotos são de uma égua que socorri começou as 11: hs e terminou as 16:30 hs . Meus vizinhos me chamaram voltei correndo prá casa. Este senhor queria que ela ficasse em pé, insistindo que ela trabalhasse, mas quando cheguei chamei a policia, batalhão Ambiental, EPTC, o caro queria levar ela embora, mas segurei as rédias e não deixei.
O Batalhão Ambiental chegou e chamou o caminhão para levá-la. Ele me ameaçou a Policia puxou a ficha dele é ex- presidiário e está em regime de semi-aberto e disse que vai voltar aqui para me matar. Muito medo que estou. Vcs. não vão acreditar ela está encima sangrando e puro osso.Graças a Deus consegui deu tudo certo.
Ana Emilia Brosina"


Cavalo morreu em 09/04/08
Av. Assis Brasil - Porto Alegre - RS




Cavalo tombado morreu em plena hora do rush - 22/02/08
Av. Voluntários da Pátria - Porto Alegre - RS

Porto Alegre, 22 de fevereiro, sexta-feira quente e movimentada, trânsito caótico das 19h, tanto dos que querem voltar para casa quanto dos que já rumam para a freeway, em direção ao Litoral.

Na avenida Voluntários da Pátria - uma das ruas de mais intenso tráfego de Porto Alegre - próximo à Vila dos Papeleiros, mais um cavalo atinge a redenção final.

Caído no meio-fio, já sem a carroça que foi sua única razão de existir, um eqüíno jazia morto há algumas horas.

Transeuntes apenas desviavam do corpo, na pressa do cotidiano, até para atravessar rapidamente a região, conhecida pela violência, e com tráfego intenso de veículos pesados.

Um popular parou junto ao cavalo, alisou a cabeça inerte, e disse que este repórter deveria "chamar a Secretaria da Saúde", pois o animal já "estava morto mesmo". "Isso é coisa de quem trata os bichos a paulada", completou, enquanto se afastava.

Para a segurança do trânsito, havia apenas um cavalete deixado pela EPTC - Empresa Pública de Transporte e Circulação, para alertar os motoristas, sem que houvesse presença de agentes ou mesmo viatura no local.

Contatada pelo 118, automaticamente o atendente alegou que não era competência da empresa lidar com o animal morto, repassando a responsabilidade para o DMLU - Departamento Municipal de Limpeza Urbana, sem maiores explicações.

Em contato com o DMLU, a telefonista encaminhou para o ramal correspondente... que já não atendia.

Para muitos, basta deixar como está, ou até mesmo "incrementar" o atual sistema de carroças em Porto Alegre. Por desinformação, ideologia ou mesmo má-fé, seguem os cavalos sofrendo até a exaustão, os carroceiros sem um trabalho que os inclua socialmente, os filhos dos carroceiros condenados a perpetuar a miséria, os sacos de lixo pelas calçadas e o trânsito sem regras.


29/01/08 - 18h
Cavalo cansado e machucado recusa-se a andar
Av. Loureiro da Silva - Porto Alegre - RS

"Ontem, dia 29/01, por volta de 18h chegou via telefone, um pedido de ajuda para um cavalo que havia "empacado" em plena Av. Loureiro da Silva com Rua José do Patrocínio, bairro Cidade Baixa.
A Maria Angélica da ong "Focinho on Line" e outros populares tentavam ajudar o animal e os 3 humanos que estavam na carroça (duas crianças de 5 e 6 anos e um adolescente de 16 anos).
O cavalo apresentava lesões com sangue, nas patas, sob as axilas, estava sem uma das ferraduras, demonstrava estar com "broca" nos cascos e era relativamente magro.
Os humanos (sujos e maltrapilhos) pareciam em pior estado do que o animal.
Todos estavam com fome, humanos e cavalo.
O ritual de sempre foi cumprido: a EPTC foi chamada, o Batalhão Ambiental também e comida foi providenciada, tanto para os humanos quanto para o animal, que tentava buscar algo comestível entre as sacolas de lixo jogadas dentro da carroça.
Quando a EPTC chegou, os dois agentes declararam "que não tinham autoridade para tratar de questões de carroças".
Considerando que a "questão das carroças" é normatizada pelo Código Nacional de Trânsito, como é que agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação, cuja missão é justamente fiscalizar e orientar as questões de trânsito em nossa cidade, alegam "não ter autoridade" para resolver uma questão de trânsito? Se uma carroça com um cavalo fraco e empacado no meio da rua, na hora do "rusch", em pleno Largo Zumbi de Palmares, não constituí-se em uma questão da alçada da EPTC, então realmente não sabemos qual a função da empresa.
Este relato poderia ser escrito mil vezes, apenas mudando-se a hora, data e local, pois cavalos caem ou recusam-se a andar por puro cansaço e desnutrição, todos os dias, nesta nossa Porto Alegre "que é demais!!!!".
Este é o registro, mais um, do descaso de nossas autoridades para uma questão tão grave.
No final do caso, conseguiu-se que o cavalo não fosse atrelado a carroça e que esta fosse levada para a Vila Mário Quintana ( seu local de origem) puxada por alguns carroceiros.
Hoje, este mesmo animal, deve estar puxando novamente a carroça, independente de sua fraqueza e ferimentos.
Só nos cabe perguntar até quando tais fatos farão parte da rotina diária de Porto Alegre ????
Zelia Cardoso"



 




04/09/2006 - 19h30min

"As pessoas que transitavam pela esquina da Av Farrapos com a Av. São Pedro , no Bairro São Geraldo, foram alertadas pelos gritos de um homem e pelos relinchos de um animal. Alguns tentavam impedir que um carroceiro continuasse a espancar barbaramente o cavalo."

O animal, extremamente magro e sem forças para continuar a puxar a carroça, desmorou em plena rua, na mais absoluta exaustão. Ao ver-se cercado pelos transeuntes revoltados, o carroceiro desatrelou a carroça e fugiu com sua mulher. Ainda pasmas as pessoas tentaram socorrer o animal que jazia imóvel com a cabeça na calçada e o resto do corpo no asfalto.

A EPTC e o Batalhão Ambiental foram acionados e enquanto esperávamos sua chegada fomos até uma delegacia próxima registrar um BO por maus-tratos. Ao retornarmos deparamo-nos com uma cena que é a exata tradução da postura de alguns carroceiros diante da Lei: os dois agentes da EPTC que ficaram no local tentavam impedir que outros 2 carroceiros levassem o cavalo, aproveitando-se do fato de que algumas pessoas já haviam retornado para suas casas.

Queriam impedir que ele fosse recolhido ao abrigo da EPTC, onde receberia o tratamento adequado. Irritados com as advertências de que respoderiam criminalmente por seus atos, um dos carroceiros agrediu o Agente enquanto seu companheiro forçava o animal a ficar em pé, numa tentativa de fuga. Alguns populares acionaram o telefone 190, para assegurar a integridade física dos Agentes da EPTC, enquanto a Agente socorria o colega agredido. Várias pessoas que ainda permaneciam ali, indignadas com  a atitude audaciosa dos elementos tentaram segurar o cavalo impedindo que o mesmo fosse levado de arrasto. Nesse momento, viaturas da Brigada Militar , Batalhão Ambiental e outras viaturas da EPTC chegaram, frustrando a fuga dos carroceiros.

O carroceiro agressor foi detido por maus-tratos ao animal, agressão e desacato à autoridade .
Esse fato deprimente foi apenas um num universo de maus tratos e sofrimento dos cavalos que circulam pela cidade. Mas mostra o total descaso de alguns elementos para com a Lei. Esta parece que foi feita apenas para os cidadãos comuns e não para a aqueles que se escondem atrás do rótulo de "descamisados" para fazer o que bem entendem.


Não sabemos o verdadeiro nome desse cavalinho tão maltratado, mas vamos chamá-lo de " Farrapo " .
Estaremos monitorando o Farrapo para certificarmo-nos de que não lhe faltará nada e que estará se recuperando de forma adequada.

Vamos torcer para que tenha a sorte de não retornar para a mão de seus algozes, uma vez que a Lei permite que ele seja leiloado após sua recuperação, ocasião em que o próprio agressor poderá arrematá-lo. Novas informações Data 12/09/2006 Em contato com o responsável pelo abrigo da EPTC fomos informadas que o Farrapo felizmente não apresenta nenhuma lesão irreversível. Ele encontra-se solto no pasto alimentando-se e recuperando as forças.

(Fonte: http://www.portavozanimal.com/ajuda)



Apetrecho usado como açoite para cavalo

 


Porto Alegre - RS
A cena fala por si só


Fuga de carroceiro provoca morte de cavalo


15/11/06

Por volta das 14 horas de terça-feira, dois carroceiros foram flagrados tentando assaltar uma residência perto da rótula da Protásio com Carlos Gomes. Perseguidos pela Brigada Militar, entraram com a carroça em alta velocidade na avenida Senador Tarso Dutra, próximo ao Mac Donalds da Protásio Alves. O cavalo colidiu com um micro-ônibus escolar e rodopiou duas vezes. O animal tentou levantar-se, caiu novamente e não resistiu ao impacto. Morreu ali mesmo, como mais uma vítima do desrespeito à lei por parte de carroceiros.


Abandonado na Av. Diário de Notícias


17/11/06


Agonizou 5 dias sem socorro


10/11/06

Este animal, segundo moradores do local agonizava por 5 dias sem socorro, próximo ao Posto do ICMS, na ponte do Guaíba, Porto Alegre/RS.
Segundo o veterinário que atendeu o bicho foi aplicada medicação errada.
Mais uma vez, o dono do animal não apareceu.
Mais uma vez, particulares tiveram que acionar o Batalhão Ambiental e procurar socorro para o bicho.
Este cavalo foi eutanasiado hoje, dia 10/11/06.


Carroça subiu em um carro Celta


03/10/06

Ontem, por volta de 17h, voltando do aeroporto Salgado Filho o colunista presenciou uma cena surreal: um cavalo magro e doente que puxava uma carroça superlotada de sacos de lixo, enlouqueceu e subiu em um Celta branco no momento em que o motorista parava na sinaleira. Foi no cruzamento da Ceará com Sertório. Levou uns três minutos até que o cavalo, mesmo puxado pelo carroceiro, decidisse descer. Quando isso aconteceu, toda a lataria estava muito amassada e o vidro dianteiro em pedaços. O dono do veículo é o retrato do desolamento.
Este colunista fotografou, com exclusividade usando a câmera do telefone celular, o fato.
Pobre Porto Alegre...


Dêmonio da Vila Cruzeiro perfura olhos de cavalo!
07/02/06

Adolescente foi preso pela Brigada Militar após ferir os olhos de um cavalo e quebrar as pernas do animal. A barbárie ocorreu nas proximidades da Avenida Nonoai e Rua Canguçu, zona sul de Porto Alegre/RS. Não apenas os maus-tratos tem indignado a população porto-alegrense, mas os riscos a que são submetidas as crianças(menores) que conduzem indevidamente as carroças, o desrespeito a sinalização de trânsito, o congestionamento ocasionado nas vias de grande circulação de veículos, com elevado risco de acidentes, entre outros.

Animal com sinais de maus-tratos, na Av. J. Renner


28/02/07
Animal com sinais de maus-tratos, na Av. J. Renner, atraiu até a atenção de
azulzinhos, mas foi difícil para a população descobrir que
repartição poderia resolver.

Com escoriações nas costas e sinais de maus-tratos, um cavalo desnutrido foi abandonado por volta das 5h de ontem no canteiro central da Avenida AJ Renner em Porto Alegre-RS. Sensibilizados com a cena, moradores e trabalhadores da zona norte de Porto Alegre o socorreram e iniciaram uma busca por atendimento de órgãos públicos que duraria mais de sete horas.

- Ninguém assumia a responsabilidade de remover o bicho dali. A gente telefonou para todo mundo - disse o comerciante Walter Turck, 56 anos, que comprometeu parte de seu dia de trabalho.

Na tentativa de reanimar o bicho, Turck pediu um balde e um pouco de água para empregados da empresa do número 540 da avenida. Enquanto isso, o administrador Flávio Becker, 32 anos, fazia a primeira ligação, às 8h.

- Telefonei para o 156 (Atendimento ao Cidadão), onde me mandaram ligar para o setor de Zoonoses (da Secretaria Municipal da Saúde) - relatou.

Mas o cavalo não representava risco à saúde pública, disseram-lhe do outro lado da linha. Becker deveria contatar a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), segundo o atendente da Zoonoses. O órgão teria veterinários terceirizados para tratar o bicho, "vesgo de dor", como disse Turck, que continuava servindo água.

O suposto dono disse que sofrera um roubo

Atendendo à solicitação, dois fiscais da EPTC foram ao local, de onde telefonaram para a Companhia de Policiamento Ambiental da Brigada Militar. Turck afirmou que a solidariedade dos agentes de trânsito (azuizinhos) foi em vão.

Já era início da tarde quando, cansados de esperar, motoristas da empresa em frente ao local compraram ração para o cavalo. Também cobriram suas costas com jornais e papelões, para proteger do sol os ferimentos. Aos poucos, o bicho ia erguendo o pescoço e reagindo.

Apenas por volta das 15h30min, a Companhia de Policiamento Ambiental foi analisar a situação. O comandante, capitão Rodrigo Gonçalves dos Santos, disse que o cavalo foi encaminhado a um homem do qual o bicho teria sido roubado há semanas. Graças à solidariedade das pessoas, conseguiu sobreviver.


Só eutanásia aliviou agonia do cavalo

Foto: ONDAA


15/04/07

Os maus tratos contra os cavalos não são praticados somente na Capital. O problema também é recorrente na Grande Porto Alegre, com o registro de vários episódios de crueldade contra eqüinos utilizados em carroças. O caso mais recente ocorreu em Novo Hamburgo e foi documentado pela equipe da Organização pela Dignidade dos Animais Abandonados (ONDAA), entidade de proteção animal com sede no Vale do Sinos. Confira o relato dos voluntários que atenderam a dramática e triste ocorrência: "Estamos ainda chocados e tristes com a cena que presenciamos no domingo passado, dia 15 de abril: a de um cavalo agonizando no Bairro Petrópolis, Rua Setembrino M. Correa. O cavalo foi abandonado no sábado pelo dono, depois de cair e não ter mais forças para levantar. Segundo moradores, no domingo pela manhã, o dono voltou ao local onde havia abandonado o animal e ainda o espancou na tentativa de matá-lo e tirá-lo dali. A agonia só terminou quando a Dra.Daniela Turra, no final da tarde de domingo, voluntariamente atendeu a um chamado da prefeitura e fez a eutanásia (morte sem sofrimento e sem dor) no pobre animal. Ele ainda olhou para todos no local, talvez feliz por finalmente deixar esta vida cheia de sofrimentos. Além da agonia do cavalo, nos chocou e entristeceu também o comportamento de algumas crianças que vieram falar conosco. Diziam que era mais fácil dar uma paulada na cabeça para matar o bicho. (...)"


Guri deveria morrer na Páscoa. Está vivo e feliz



25/04/07

Faminto e esgotado, Guri não resistiu e caiu inerte no sábado de Páscoa. Seu dono ligou para a EPTC e pediu que o cavalo fosse sacrificado. A sorte animal foi ser atendido por uma veterinária consciente e sensível. Ela percebeu logo que o caso não era para eutanásia. Fraqueza e fome tem remédio: comida. E assim foi feito. Enquanto os católicos de Porto Alegre comemoravam o renascimento de Cristo, Guri ganhou uma segunda chance. Com uma ajuda dos vizinhos da vila, foi colocado num pequeno caminhão e levado para um abrigo, onde recebeu água e capim. Já foi o suficiente para ficar em pé novamente. Continuou sendo tratado e a previsão é de estará gordinho e bonito em 60 dias. Soro, vermífugo e vitaminas fazem milagres. Comida, então, nem se fala. Guri, que deveria ter morrido na Páscoa, deve estar pensando que está agora no Paraíso. E o melhor de tudo: não voltará mais para as mãos de nenhum carroceiro. Que bom seria se todos os cavalos de Porto Alegre tivessem a mesma sorte!

 


Carroça puxada com material roubado


30/04/07
Carroceiro Moraes conduziu o animal até a Área Judiciária,
seguro com uma corda pelo sargento Jorge Fagundes

A égua Sarita viveu fortes emoções na tarde de ontem, em Porto Alegre. Utilizada para puxar uma carroça com material de construção supostamente furtado, envolveu-se em um acidente, teve seus condutores presos e acabou o dia transportando um policial militar.

Às 13h40min, o animal tracionava uma carroça carregada com 21 barras de ferro de construção supostamente furtadas quando o veículo colidiu com a motocicleta dirigida pelo soldado Vilmar Lopes, do 11º Batalhão de Polícia Militar.

O militar se dirigia ao local justamente para verificar um telefonema anônimo sobre um suposto furto de barras de ferro.

O acidente aconteceu na Travessa Serafim Terra, esquina com a Rua Afonso Rodrigues, no bairro Jardim Botânico. No local, o PM bateu de frente com a carroça. Com o choque, o policial quebrou o pulso e três dedos da mão esquerda. O animal não se machucou, nem os dois homens que estavam na carroça.

Ferido, Lopes pediu reforço, e os carroceiros Valdir de Moraes e José Emerson Preve Gonçalves foram presos em flagrante por furto. Segundo a Brigada Militar, o material havia sido retirado do Bourbon Shopping Ipiranga.

Uma cena insólita ocorreu quando Sarita precisou levar a carroça com o material apreendido até a Área Judiciária, na Avenida Ipiranga, para o registro da ocorrência.

Veículo não tem como ser guinchado, explica major

Como os policiais não sabiam guiar o animal, o recém-detido Moraes foi escalado para conduzi-lo, enquanto Gonçalves foi transportado em uma viatura da Brigada. Para evitar a fuga de Moraes, o sargento Jorge Luís Fagundes optou por ir com o detido, amarrando-o pelo peito com uma corda da carroça.

- Não tinha outro jeito de trazê-lo. Se fosse sozinho, ele poderia tentar fugir - explicou Fagundes.
Segundo o major Danilo Rozo, subcomandante do 11º BPM, esse procedimento é normal.
- Ocorrem muitos furtos dessa natureza - afirmou Rozo.

O policial esclarece que carros e motos, quando apreendidos, costumam ser transportados por guinchos. No caso da carroça, isso não é possível. Os dois acabaram autuados em flagrante por furto qualificado e levados ao Presídio Central.

( eduardo.lorea@zerohora.com.br )

Homem é condenado por maus tratos a animal doméstico
22/05/07

Por agredir cavalo e forçá-lo a puxar carroça com excesso de peso, carroceiro foi condenado a seis meses de detenção, em regime aberto, sendo a pena privativa de liberdade substituída por prestação de serviços à comunidade. Por unanimidade, a Turma Recursal dos Juizados Especiais Criminais do Estado confirmou a decisão do Juizado Especial Criminal de São Gabriel.

Conforme a denúncia do Ministério Público, autor da ação penal, o réu maltratou o cavalo que estava encilhado em sua carroça, atingindo-lhe a cabeça e a cara com um facão e o cabo de um relho. No dia 12/4/04, o animal foi agredido porque não conseguia puxar a carroça devido ao excesso de peso.

O relator do recurso do carroceiro, Juiz Alberto Delgado Neto, destacou que a existência do fato e a sua autoria restaram comprovadas pela prova testemunhal e pelo boletim de ocorrência. "Houve consciente e evidente prática de maus tratos a animal domesticado, que inclusive estava muito debilitado em função das agressões desmedidas praticadas pelo réu, conforme depoimento do policial militar que chegou ao local."

Os benefícios da transação penal e da suspensão condicional do processo não foram propostos ao réu em face de seus antecedentes criminais.

Acompanharam o voto do relator as Juízas Nara Leonor Castro Garcia e Ângela Maria Silveira na sessão realizada em 2/3.

Acesse a íntegra do Acórdão aqui.

Proc. 71001193531 (Lizete Flores)

 

Cavalo abandonado para morrer



01/06/07

Esquálido a ponto de os ossos quase perfurarem o couro, lanhado nas ancas, esfolado nas costelas e no lombo devido ao atrito com arreios ordinários e um dos olhos fechado pelos relhaços que sofreu, o cavalo Trovão foi abandonado para morrer.

Na tarde de sábado, sem forças para se levantar, agonizava numa rua da Vila João Pessoa, Zona Leste de Porto Alegre. À noite, foi sacrificado pela Brigada Militar Ambiental.

Moradores tentaram salvar

Trovão foi deixado ao relento na calada da noite de sexta-feira, quando o frio beirava os 6ºC e os moradores dormiam. Como havia caído na estrebaria, de fome e doente, o dono resolveu descartá-lo.

No sábado, moradores da Vila João Pessoa se empenharam para que Trovão fosse socorrido. O pedreiro Hélio Dutra, 37 anos, ligou tantas vezes, gastando do seu celular, que lhe bateram o fone sem maiores explicações.

- Desligaram na minha cara, e o animal aqui, sofrendo - protestou.

Animal foi sacrificado

A desculpa foi que nem a EPTC e a Brigada Militar Ambiental dispunham de veículo apropriado para resgatar Trovão naquele momento.

Enquanto isso, mulheres e crianças tentavam reanimar o bicho. Com a chegada da Brigada Militar Ambiental, por misericórdia, sem tratamento possível, Trovão foi sacrificado.

Égua tomba com carroça no Jardim Lindóia


20/10/07

"Na noite deste sábado, dia 20 de outubro, mais um cavalo desaba ao carregar a desigualdade social, e sofre com o descaso do poder público. Na Praça Libanesa, entre as avenidas Montreal e Panamericana, bairro Jardim Lindóia, Zona Norte de Porto Alegre, eram 19h quando a égua Barata, que transportava uma carroça, caiu em via pública e não teve mais forças para se levantar.

A EPTC foi chamada, que passou a responsabilidade para a Brigada Militar, que passou para a Patram - esta informou que, se o caso não era de maus-tratos, estava fora de sua alçada. Atendendo à solicitação da presidente da ONG Bichos & Amigos, Sônia Piumato, a veterinária Luci Pavan deu assistência à égua, juntamente com a veterinária Andréa Saffi, de forma também voluntária. Barata tomou medicação ainda no local, e o atendimento se estendeu das 19h30min até a meia-noite. Com ajuda das pessoas das redondezas, solidárias ao caso, conseguiu-se levantar o animal, que recebeu água e comida.

O Conselho Tutelar acabou aparecendo, já que dois menores haviam sido deixados no local, para tomar conta do animal caído. Barata passou a noite na Praça Libanesa e foi novamente atendida na manhã de domingo, 21, pela veterinária Luci.

A ONG pagou o transporte do animal em caminhão até Alvorada, onde moram os 'donos', e agora pretende levantar recursos para fornecer ração, medicação e realizar exames, já que a suspeita é de que a égua passou mal por estar prenha, e seguir puxando carroça. Será necessário um litro de vitamina, antibióticos, alfafa e uma ecografia, que custa cerca de R$ 200. A entidade registra agradecimento às duas veterinárias que se prontificaram a prestar socorro, de forma voluntária."

Quando o futuro chegou

Paulo Roberto Heuser / Analista de Sistemas

Tentei lembrar do nome de uma revista antiga, da década de 60, mas não consegui. Uma revista infantil trazendo previsões sobre a vida no futuro muito distante, o ano 2000. Minha maior preocupação era a possibilidade de não chegar a viver o ano 2000, já que estaria muito velho, com 45 anos de idade. Velho demais para os sonhos de alguém que beirava os 10. Fiquei realmente fascinado por alguns artigos daquelas revistas, que descreviam os meios de transporte do ano 2000.

Os passeios públicos fariam verdadeiros passeios – seriam móveis. O sujeito sairia de casa, pisaria no passeio, e seria imediatamente conduzido ao seu destino por um sistema de esteiras rolantes. Os carros, então, seriam de tirar o fôlego. Nada de rodas, literalmente voariam, como aquele táxi guiado por Korben Dallas no Quinto Elemento (1997) de Luc Besson. Os carros seguiriam por vias imaginárias pelos céus das cidades. O lixo urbano seria devorado pelo próprio piso das cidades, sendo conduzido para algum lugar ignorado. Toda energia seria atômica, eliminando a necessidade de gasolina e diesel.

Sexta-feira, enquanto voltava para casa, percebi que eles e eu erramos. Errei duas vezes, ao acreditar naquele asneirol todo e ao acreditar que não estaria mais aí no ano 2000. Eles erraram mais do que todas as pesquisas eleitorais reunidas. Não previram o surgimento do novo veículo da virada do milênio: a carroça. Elas até existiam na década de 60, mas eram utilizadas nas áreas rurais. Nas cidades, se limitavam à entrega de alimentos, notadamente do leite e do pão. Os verdureiros eram reconhecidos de longe pelo ruído dos cascos dos cavalos no pavimento das ruas.


A grande novidade trazida pela carroça do ano 2000 foi o tráfego nas grandes avenidas, preferencialmente nos horários de pico e conduzidas por menores de idade. A carroça leva enorme vantagem sobre os automóveis e demais veículos formalmente existentes. Seria este o termo para compará-los? Os veículos motorizados estão hipoteticamente regulamentados pela legislação. Se as carroças estão, ninguém dá a mínima mesmo.


A principal vantagem oferecida pela carroça é a segurança. Nenhum motorista de veículo motorizado tem coragem de bater naquilo. Além dos danos materiais, seguir-se-ão intermináveis processos judiciais por eventuais ferimentos causados ao cavalo. Ninguém liga para os humanos. Ainda no quesito segurança, a carroça leva a vantagem de estar equipada com airbags pretos por todos os lados. Os airbags das carroças são muito mais eficientes do que os dos automóveis, pois já vêm inflados. Inflados com coisas macias como papéis e garrafas pet. Absorvem bem o choque. Nesta história, quem sempre perde é o cavalo.


Outra grande vantagem apresentada pela carroça diz respeito à prioridade no trânsito. Carroças não param nos sinais, não respeitam vias preferenciais e estacionam em qualquer local, inclusive no meio da rua. Certo, elas podem trafegar na contramão. Sem iluminação também. E creia, se você virar uma esquina, à noite, e colidir com uma carroça sem iluminação, vindo pela contramão e tripulada por menores de idade, a culpa será inteiramente sua. Afinal, você cometeu um atentado contra um movimento social inimputável.

 

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