CIRCO COM ANIMAIS


OS CIRCOS: DIVE
RSÃO OU CRUELDADE?

Um urso dançando, um elefante equilibrando-se em duas patas, um chimpanzé dando cambalhotas... Tudo parece muito divertido, não? Pois é, a verdade é que o que parece brincadeira no picadeiro esconde a realidade vivida pelos animais de circo quando as luzes do espetáculo se apagam.

O SOFRIMENTO DOS ANIMAIS

Os animais de circo são raptados de seus hábitats naturais, muitas vezes ainda jovens. A captura já é um processo doloroso para os animais. Por exemplo, os elefantes, devido à força natural, são imobilizados e espancados até que, pela dor e medo, submetam-se aos captores. Pela falta de leis ou fiscalização, o tráfico de animais beneficia-se da existência dos circos.

Os animais sofrem com longas e constantes viagens trancados em carrocerias que não possuem controle de temperatura, sem água, alimento ou higiene adequada. A maior parte de suas vidas, esses animais passam confinados a jaulas escuras, sem ventilação e reduzidos a espaços onde mal podem virar-se ou ficarem em pé, ou acorrentados, como os elefantes que permanecem em pé por horas a fio sem espaço para mover-se. Os poucos momentos onde são retirados de suas jaulas são os que estão no picadeiro, durante o espetáculo.

Por mais que estivessem intencionados, os circos não têm espaço suficiente para oferecer aos animais, exceto suas jaulas e carretas de espaços mínimos. O confinamento cria nos animais um comportamento agressivo e anormal, como andar em círculos, balançar a cabeça constantemente, morder as correntes, bater com a cabeça nas grades ou dormir em excesso. Há casos em que os animais ferem-se gravemente ou até morrem por debaterem-se contra as grades ou ainda de animais abandonados por terem "enlouquecido". A depressão ou a tortura do tratamento levam também a ataques a pessoas ou outros animais.

O alto custo de se manter um animal é outro problema. Um leão, por exemplo, consome até 10 quilos de carne por dia e um elefante indiano precisa de uma quantidade tal de alimento que, solto, passa 20 horas por dia alimentando-se, devorando 60-70 ou mais quilos de frutas, folhas, bambus, ervas e raízes. Devido às despesas de sustento - inclusive a dificuldade em encontrar locais que produzam o tipo de alimento adequado, como no caso dos elefantes- é quase inevitável que os animais passem por uma alimentação deficiente. Assim, não são raros casos extremos onde felinos ou ursos são alimentados com pequenos animais como gatos ou cães coletados pelos circos por onde instalam-se ou como no caso do Bwana Park, que recolhia bichos mortos nos lixos e os estocava em freezers, sendo servidos aos animais cativos.

Muitos circos têm sido honestos e doado seus animais a zoológicos ou santuários. Outros, simplesmente deixam aos animais que morram de fome ou os abandonam longe dos centros. No caso do urso do Circo Hatary, abandonado subnutrido, depois de localizado, o proprietário revelou que vinha, devido às dificuldades financeiras, sustentando a meses o animal apenas com fubá e água. No incidente do Circo Vostok, onde um garoto de somente 6 anos foi atacado e morto por leões, os animais estavam à pelo menos 2 dias sem comer. Somando-se alimentação débil à negligência com a segurança, a tragédia é inevitável.

Os animais de circos vivem sob domadores e tratadores que não possuem nenhuma formação profissional específica. Ao contrário, são inúmeras as denúncias de espancamentos ou força excessiva, não raro com mortes de animais, devido à violência. É pela dor e violência que se obtém a submissão dos animais. Além disso, os animais cativos de circos não têm férias nem descanso. Quando muito velhos são deixados a que morram de fome ou são simplesmente abandonados.

O TREINAMENTO DOS ANIMAIS DE CIRCO

Apesar de todo esse quadro de aflição que o animal passa na sua captura e no dia-a-dia no circo isso não é tudo. De nada adianta o animal parecer limpo ou bem tratado, pois o pior sofrimento pelo qual passa, sem dúvida está no seu adestramento. Muitas reportagens documentam a vida dos animais em seus hábitats, mas por que nunca são mostrados os seus treinamentos ou seus ensaios, nos circos? Porque são cenas que ninguém gostaria de ver. Não é possível adestrar, por exemplo, um elefante ou um tigre, como se adestra um cão.
Nos treinamentos de animais para circos, criados a partir dos métodos do fisiologista russo Ivan Pavlov (1849-1936), obriga-se ao animal repetir movimentos através da dor e da força. Os animais são submetidos a espancamentos constantes, torturas sistemáticas, choques elétricos e queimaduras e ao uso de instrumentos próprios, como o 'bullhook', um tipo de bastão com um gancho pontiagudo, usado para perfurar as partes mais sensíveis do animal.

O especialista em comportamento animal Jairo Motta, falando ao Diário Popular do dia 16 de abril de 2000, descreveu alguns exemplos:
"Os famosos ursos dançarinos, por exemplo, são obrigados a pisar em chapas de metal incandescente ao som de uma determinada música. No picadeiro, os ursos ouvem a música usada durante a tortura e começam a se movimentar, dando a impressão de estar dançando, mas na verdade apenas se lembram das chapas quentes e automaticamente começam a erguer as patas. O domador de leões acerta o chicote na ponta dos dedos ou no lombo dos animais. Depois de um certo tempo, o estalo de chicote no chão, o animal já se intimida e associa o barulho à chibatada. Além disso são usadas barras de ferro."
O que parece brincadeira, apenas parece!! A diversão é, na verdade, dor, tortura e sofrimento para os animais.

Hoje em muitos países os circos com animais estão proibidos. No Brasil, todo o Estado do Rio de Janeiro e importantes cidades como São Paulo, Campinas e Porto Alegre também não permitem mais o uso dos animais nos espetáculos.

O NOVO CIRCO

Hoje no Brasil crescem os chamados 'novos circos', nascidos na Europa e que ganharam o mundo, como os famosos Cirque du Soleil ou o Circus Oz. Ou no Brasil o Circo Spacial ou o Circo Popular. São os circos sem animais.
Os 'novos circos', os circos sem animais:
- São seguros. Por não terem animais em seus espetáculos, não apresentam qualquer risco ao público e, principalmente, às crianças.
- Geram empregos. Hoje, muitos artistas circenses são obrigados a procurar emprego nos circos estrangeiros, pois muitos dos circos tradicionais ainda preferem gastar mais com animais do que contratar artistas.
- Promovem a arte. Dando espaço aos inúmeros espetáculos de talento humano, os circos sem animais estimulam a arte, que, hoje todos sabemos, é um importante instrumento na formação pessoal do indivíduo.
- Respeitam os direitos dos animais. Não fazem do temor e submissão de animais selvagens razão de exibição. Ao contrário, respeitam a vida e o meio em que vivem, e, assim, tornam-se exemplo para que a mesma atitude se reflita na vida das crianças, que deixam de vincular cenas de crueldade e abuso com "divertimento".

O QUE DIZEM AS LEIS

A filosofia dos novos circos está totalmente em acordo com o que vem sendo assegurado por nossas leis:

Decreto Federal nº 24.645, de 1.934, artigo terceiro, considera-se maus tratos: "Arrojar aves e outros animais nas casas de espetáculos e exibí-los para tirar sorte ou realizar acrobacias."

Constituição Brasileira, de 05/10/1988, em seu capítulo VI 'Do Meio Ambiente', artigo 225, VII, incumbe ao poder público: "Proteger a fauna e a flora, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade."

Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1.998, artigo 32, considera crime: "Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos."

Declaração Universal dos Direitos dos Animais; assembléia da Unesco, em Bruxelas, em 27/ janeiro/ 1.978; artigo 10º: "Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os espetáculos que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal."

Apesar de todas as leis, o princípio é simples e racional: os animais pertencem a um ecossistema, do qual o Homem também faz parte, completando-se a existência de cada espécie à outra. Os animais, assim como o Ser Humano, sentem dor, frio e fome e têm suas necessidades básicas indispensáveis. Os animais não existem para a nossa diversão!! Não deixe que seu dinheiro incentive esta crueldade. Não vá a circos que tenham animais em seus espetáculos! Escolha circos sem animais. **

EXEMPLOS COM FINS TRÁGICOS:

  • O Beto Carrero mantinha um número em que um gato persa era obrigado a pular de uma altura de 15 metros em uma almofada no colo de seu treinador. O manejo incorreto também causa sérios problemas aos animais.
  • Em 14 de Julho de 2004, Clyde, um leão jovem e saudável do circo norte-americano Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus, morreu por insolação e desidratação em um vagão pouco ventilado durante viagem do circo de Phoenix/Arizona à Fresno/Califórnia. O trem atravessava o deserto de Mojave, onde temperaturas mínimas estavam em cerca de 38ºC. Os leões estavam no trem por três dias sem que alguém verificasse suas condições e lhes fornecesse água.
  • Em julho de 2000, dois tigres do Ringling machucaram-se, enquanto tentavam fugir de suas jaulas em um vagão super aquecido.
  • Abandono dos debilitados, desidratados e famintos leões Biná, Hera e Lupan pelo Circo da Romênia (Circo Stankowich) em Sumaré (SP) em janeiro de 2003. Vargas faleceu em poucos dias. As leoas recuperaram a saúde e vivem no Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, em Cotia (SP).
  • O tigre de bengala "Bengalinha", que também vive no Rancho dos Gnomos, nasceu em um circo e foi levado com poucos meses de vida para um zôo que admitiu não ter capacidade de cuidar do animal, que sofria de grave doença de pele e desnutrição. Veja a história completa no link www.pea.org.br/projetos/bengalinha. Como muitos destes animais não pertencem à fauna brasileira, não podem ser recolocados na natureza. Mesmo se isso fosse possível, como foram criados em cativeiro, não saberiam sobreviver sozinhos. Estes animais então muitas vezes ficam em um limbo, sem que ninguém se responsabilize por eles.
    Alguns poucos santuários ecológicos se encarregam da tarefa, mas dependem de doações de pessoas físicas e não contam com apoio governamental.
  • A elefanta Madu, que era apresentada no Circo di Napoli, matou três treinadores. Sofria da "Síndrome do Elefante", que a tornava agressiva por maus tratos e falta de alimentação adequada. Depois de ter sido
    retirada do Circo di Napoli por duas vezes, Madu faleceu por descarga elétrica no Beto Carrero World.
    Madu vivia em uma área delimitada por cerca elétrica. O Beto Carrero World alega que foi eletrocutada por
    um raio. O corpo de Madu jamais foi recuperado para que uma necropsia fosse feita.
  • A leoa Chitara fugiu de um circo em Paracuru (CE) em dezembro de 2001. Depois de oito dias, foi encontrada e sacrificada.
  • Vejam o caso do menino José Miguel dos Santos Fonseca Jr., morto por leões do circo Vostok em Pernambuco. Em abril de 2000, o menino José Miguel dos Santos Fonseca Jr., de 6 anos, foi morto por leões do circo Vostok na cidade de Jaboatão de Guararapes (PE). O garoto passou ao lado da jaula. Os animais, que eram criados há 14 anos e considerados mansos, estavam há pelo menos dez horas sem alimento. Um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Pernambuco comprovou que o circo não tinha segurança. O domador dos animais, Claudinei Pires da Rocha, foi preso e indiciado sob a acusação de homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 1.000 e acabou sendo libertado. O crime prescreve em 2005 e nada aconteceu...

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CIRCO LEGAL NÃO TEM ANIMAL

A seguir alguns depoimentos:

"Os famosos ursos dançantes, por exemplo, são obrigados a pisar em chapas de metal incandescente ao som de uma determinada música. No picadeiro, os ursos ouvem a música usada durante a tortura e começam a se movimentar, dando a impressão de estar dançando, mas na verdade apenas se lembram das chapas quentes e, automaticamente, começam a erguer as patas. O domador de leões acerta o chicote na ponta dos dedos ou no lombo dos animais. Depois de um certo tempo, ao estalo do chicote no chão, o animal já se intimida porque associa o barulho à chibatada. "Além disso, são usadas barras de ferro e choques elétricos", comenta Motta. Mantidos em cativeiros, os animais ficam estressados e podem adquirir hábitos como andar em círculos, morder as grades, mastigar correntes ou dormir demais. As jaulas muitas vezes mal permitem ao animal ficar em pé. A depressão leva alguns à morte. Os ataques ferozes à platéia costumam ocorrer após anos de tédio e tortura."

descrito pelo especialista em comportamento animal Jairo Motta; 'Especialista Critica Treino de Animais Em Circos.'; Diário Popular, São Paulo, 16/abril/2000.

"Os circos adestram os animais pelo condicionamento através da dor, método descoberto pelo cientista russo Ivan Pavlov. Os grandes felinos são acorrentados a seus pedestais e as cordas são enroladas em suas gargantas para que tenham a sensação de estarem sendo sufocados. Os ursos têm o nariz quebrado durante o treinamento e suas patas queimadas, para forçá-los a ficar sobre duas patas, relatou Henry Ringling North, em seu livro 'The Circus King'. No Brasil, os donos de circos alegam que seus animais são bem tratados, recebem alimentação à vontade, e, por estarem felizes, se reproduzem. Mas, os chimpanzés têm suas presas arrancadas, ficam acorrentados por longos períodos, no escuro, recebem banhos gelados, choques elétricos, são espancados, separados de suas crias, e, muitas vezes, vendidos como animais de estimação. Os ursos, animais que sempre foram temidos por sua ferocidade, alimentam-se de restos, deitados sobre suas próprias fezes. Sua musculatura fica atrofiada, impedindo que se locomova de forma correta. Suas presas e suas unhas são, em geral, arrancadas, para que não fira o tratador e não se auto flagele, por desespero. Ficam neuróticos, balançando a cabeça e roendo as grades."
Cristiano Eloi, repórter; 'Vítimas do Espetáculo.'; Revista de Fato, janeiro/2003, pág. 26.

"... elefantes são surrados e recebem choques na vagina, orelhas, boca e ânus; ursos têm seus narizes quebrados e suas patas queimadas e os grandes felinos são golpeados com bastões de madeira."
Pat Derby, ex-treinadora de animais; 'Circuses & Travelling Shows'; Animal Rights Canada.


"A primeira etapa da doma, principalmente quando o animal é retirado de seu 'habitat', consiste em exercer sobre ele ações firmes e hostis, de modo a incutir-lhe medo. Método usual nos circos, por exemplo, é o condicionamento do animal com violência física, mediante golpes com instrumentos contundentes, chibatas e sovelas elétricas. A memória da dor, nesses casos, faz com que os animais aprendam a executar seu número de acordo com a exigência do domador."
Bióloga Fernanda Malagutti Tomé; parecer técnico solicitado pela Promotoria de Justiça de São José dos Campos, SP, sobre o estado neurofisiológico dos animais utilizados em circos, 2004.

"Ele apanhou repetidamente com um bastão. O barulho das pancadas podia ser ouvido do lado de fora da arena e os gritos, ouviam-se de mais longe ainda."
relato do repórter do Hudson News, sobre o treinamento de um chimpanzé no Ringling Bros. Circus; Hudson News, 08/agosto/1986.

"Era uma inocente e doce ursinha marrom que nunca machucou ninguém... Mas algumas vezes ela tinha dificuldade para realizar os malabarismos. Então, apanhava com uma longa vara de metal até que estivesse sangrando e gritando de dor. Ela ficou tão neurótica que batia sua cabeça contra sua pequena gaiola. Finalmente ela morreu."
relato de ex-empregado do Ringling Bros. Circus, em entrevista ao Elephant Alliance; Elephant Alliance, 1993.

"Depois de 25 anos de observar e analisar circos, eu sei que não há nenhum treinador de animais amável."
Pat Derby, ex-treinadora de animais; 'The Greatest Shame on Earth?'; 1989.

"Algumas vezes colaborei com domadores e adestradores e constatei os métodos de aprendizagem impostos aos animais. Os melhores resultados se obtêm em grande parte graças à violência. Fui testemunha de verdadeiros massacres de animais e constatei as condições em que vivem."
Raniero Garibaldi, ex-dono de circo que usava animais nos espetáculos, 'La Cara Triste Del Circo.'; Lycos, Espanha.

"O americano Isaac Van Amburgh criou a base da apresentação clássica, incluindo enfiar a cabeça na boca do leão. Sua técnica era muito simples: ele espancava os animais até que eles ficassem submissos à simples visão do chicote."
Dagomir Marquezi, repórter; 'Picadeiro de Abuso.'; Universo Animal; Editora Abril; setembro/2004; pág. 20.

"A fita mostrava o treinamento de um orangotango preparando-o para a apresentação daquela noite, batendo selvagemente, sacudindo, puncionando e chutando o primata, algumas vezes com uma barra de metal. O filme foi feito durante o período de 9 dias até que ficou claro que esta rotina ocorria todas as noites por muitos e muitos anos. A parte mais chocante da fita era a intimação feita aos orangotangos antes da apresentação, e da sua óbvia antecipação de punição. Na fita, alavancas seguravam o orangotango, que sacudia e retorcia-se enquanto o treinador golpeava um soco atrás do outro."
vídeo feito por uma câmara escondida e enviada à Performing Animal Welfare Society (Sociedade Para o Bem Estar dos Animais) (PAWS); 'Entretenimento'; Nossos Irmãos Esquecidos; Projeto GAP Brasil, 2004, pág. 221.

"...agarrei uma barra de ferro e comecei a golpear o elefante na cabeça com todas as minhas forças. Sem dúvida, este era o argumento que o velho bandido [o elefante] entendia: docilmente ele voltou ao seu recinto." Jean Richard, proprietário do Circo de Jean Richard, relatando em seu livro 'Mes Bétes Á Mo', onde narra sua rotina de vida circense; cit. em revista ADDA nº24.

"Perfure-o com esse gancho*. Quando você o ouvir gritando, saiba que ganhou a sua atenção." *o bullhook, gancho com ponta de metal usado no treinamento de animais de circo.
Tim Frisco, treinador de elefantes do Carson & Barnes Circus, em instrução; 'Animals Are Not Ours For Entertainment.'; PETA. Nota: Tim Frisco era o treinador de Janet, uma elefanta que atacou 12 pessoas e foi morta a tiros pela polícia, em 1992, na Flórida. (Hoje a Flórida proíbe circos com animais).

 

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