Os
sintomas clínicos da piometra tornam-se evidentes durante
a fase luteínica, geralmente de 4 a 10 semanas após
o estro (cio), ou em fêmeas que utilizam habitualmente
anticoncepcionais. Estes sintomas são essencialmente
iguais tanto para cadelas como para gatas, com vários
graus de desidratação e depressão. Incluem
também falta de apetite, vômitos, muita sede e
urina abundante à semelhança de um quadro tóxico
com prognóstico ruim. A septicemia, a toxemia associadas
à uma insuficiência renal podem se desenvolver
a qualquer momento e tornarão bem mais grave o caso.
O
útero geralmente encontra-se grande e palpável.
A radiografia ou ultra-sonografia são exames importantes
para um diagnóstico diferencial de outras patologias
ou mesmo em cadelas ou gatas prenhes.
O
tratamento de escolha é o cirúrgico, isto é,
através de uma laparotomia (abertura abdominal) é
retirada toda a genitália interna no momento do diagnóstico
(ovário-salpingo-histerectomia). Este tratamento é
indicado também para as fêmeas de colo uterino
aberto, pois nos casos em que optou-se pelo tratamento terapêutico
em cadelas ou gatas com a cérvix "aberta" verificou-se
que o índice de mortalidade era mais elevado. Além
disso, mais da metade das cadelas ou gatas tratadas de piometra
apresentaram recidiva da patologia após alguns meses
do tratamento.
Após
retirada do útero doente, que é a causa das alterações
metabólicas, poderemos ter com mais facilidade a recuperação
do animal, o qual deverá ser devidamente acompanhado
com tratamento de suporte e sintomático até a
estabilidade geral, sendo que nesta fase ocorrerá uma
melhora significativa do prognóstico.
Fonte:
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Piometra
em gata - cirurgia em 09/02/06
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