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Os gatos apresentam menor capacidade de metabolização
de certos medicamentos como o ácido acetil salicílico
(aspirina), paracetamol (tylenol), benzoato de benzila (acarsan
– produto tópico para sarna), fleet enema, azul
de metileno (sepurim) e pyridium (antissépticos urinários
humano), dentre outros. O uso indiscriminado destes medicamentos
pode levar o animal ao óbito. Por isso, é recomendado
não medicar o animal antes de consultar um especialista.
Diclofenacos (de sódio e potássio = Voltaren,
Cataflan e similares) podem causar lesões na mucosa estomacal
e levar a sangramentos e úlceras em gatos. Cães
também podem ter este problema, porém os gatos
são mais susceptíveis.
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Muitos proprietários não estão habituados
ou não apresentam habilidade para administrar os fármacos
em seus animais. E quando se trata do gato, é comum observar
uma grande discrepância no que foi prescrito e o que realmente
o animal ingeriu. Os felinos são mais seletivos e sensíveis
aos odores e paladares não familiares do que os cães,
e alguns não aceitam a medicação misturada
nos alimentos e nem nos líquidos. Sendo assim, é
comum o proprietário não conseguir administrar
corretamente a medicação, resultando em ingestão
de subdoses dos medicamentos, que não serão eficazes
para curar o animal.
Como
Administrar Medicamentos por Via Oral para Gatos
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A administração dos remédios por via oral
nas formas de soluções, suspensões, pós,
cápsulas, comprimidos ou drágeas pode ser escolhida
para os gatos de fácil manipulação, sendo
um método de administração satisfatório
para ser instituído na casa do proprietário. O
local adequado para medicar um gato é em cima de um banco
(tipo de bar) sem encosto ou em cima de uma mesa. O banco é
a melhor opção, pois o gato fica preocupado em
se equilibrar numa pequena superfície e resiste pouco
às manobras para a administração dos medicamentos.
O gato nunca deve ser colocado no colo de pessoas estranhas
ou no chão, pois ele reconhece estes locais como seu
território e a resistência à administração
do medicamento será maior.
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As preparações líquidas são bem
aceitas pelos felinos quando apresentam uma palatabilidade apropriada,
ou pelo menos, quando o animal não apresenta nenhuma
objeção. Os gatos não gostam de sabores
adocicados e quando não apreciam o sabor do medicamento,
eles salivam profusamente, como por exemplo, o uso de sulfa
por via oral.
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A concentração do líquido deve ser de tal
forma que permita administrar uma dosagem que não ultrapasse
dois mililitros por vez. As formulações líquidas
são especialmente úteis para gatos e filhotes
que tenham pesos corporais inferiores a dois quilogramas.
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A forma de administração por via oral das preparações
líquidas é feita colocando o medicamento dentro
de uma seringa. A cabeça do animal é segura e
a seringa é posicionada na maxila entre o canino e o
segundo pré-molar. Pequenas quantidades de líquido
devem ser impelidas a cada vez, possibilitando a ingestão
pelo animal. É de suma importância manter a cabeça
do gato em posição perpendicular em relação
ao corpo, evitado-se a falsa via dos medicamentos. A cabeça
do felino não deve estar nunca estendida para cima durante
a administração das preparações
líquidas. Os óleos minerais (lujol, agarol, etc)
devem ser evitados nos gatos pelo grande potencial de acarretar
uma pneumonia lipídica.
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A cavidade oral do gato é pequena e a escolha do tamanho
do comprimido, da drágea ou da cápsula deve ser
de acordo com a facilidade de engolir do gato. Quanto menor
o eixo longitudinal do fármaco melhor será a sua
ingestão. As cápsulas quando umidecidas pela saliva
aderem na mucosa da boca, sendo recomendado lubrificá-las
com manteiga ou margarina, podendo também ser empregado
este método para mascarar sabores indesejáveis
de comprimidos.
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A forma de administração de comprimidos por via
oral é feita utilizando um aplicador de plástico,
colocado numa posição caudal entre a língua
e o pálato, próximo da faringe (fundo da boca).
Imediatamente após à colocação do
comprimido, o aplicador é removido e a boca ocluída.
Alguns proprietários apresentam maior experiência
e agilidade e administram o comprimido rapidamente sem aplicador.
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Caso não se consiga êxito na aplicação
dos medicamentos prescritos para o seu gato, solicite o apoio
do seu veterinário.
NUNCA
medique seu animal sem antes consultar um médico veterinário!
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